A fábrica de Santo Tirso que sofreu um incêndio na segunda-feira “poderia” passar a laborar em Seroa, onde já existe uma unidade do grupo.

Contudo, o gestor da ADA Fios, Luís Andrade, contou que a Junta de Freguesia de Seroa não demonstrou “permeabilidade” em vender os terrenos necessários para a construção da fábrica, que emprega 180 trabalhadores e cujas instalações ocupam aproximadamente 20.000 m².

“Tínhamos prevista a construção de mais uma unidade industrial [em Santo Tirso] e provavelmente irá para lá, precisamente por dificuldade em encontrar terrenos na zona [de Seroa]”.

À Agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Alberto Costa, adiantou que a autarquia tirsense vai apoiar a empresa, que já tinha recebido o carimbo de “projeto de Interesse Municipal”.

“A classificação implicou isenção de taxas e previa a ampliação das instalações, aumento de postos de trabalho e transferência da sede para o concelho. Portanto, é de todo o interesse da Câmara continuar a apoiar a empresa”, disse à Lusa.

O gestor da ADA Fios adiantou que a origem do incêndio, que causou prejuízos na ordem dos 20 milhões, está “perfeitamente identificada” como sendo do armazém.

“Estávamos a receber um carregamento de 500 toneladas de algodão, como usualmente recebemos nesta altura de muito movimento de matéria prima. O incêndio começou no algodão que recebemos”, explicou.

Ainda que a fábrica tivesse mecanismos de segurança, “que já impediram alguns acidentes de tomarem estas proporções”, desta vez não foi possível conter o fogo.

Segundo fonte dos bombeiros, em declarações à agência Lusa, o incêndio foi dominado de madrugada de terça-feira (05:25). No local estiveram 115 operacionais, entre bombeiros, INEM e forças policiais, de várias corporações da região.


















Fonte: www.imediato.pt