Os proprietários do pequeno comércio de Lordelo estão ter de pagar as faturas da água e saneamento do mês de abril como se tivessem estado de portas abertas. O presidente da Junta está indignado e lamenta que os comerciantes tenham de pagar água que não foi consumida porque os estabelecimentos estiveram encerrados por causa do Estado de Emergência.

O presidente da Junta de Freguesia de Lordelo não escondeu a insatisfação pelas faturas da água e saneamento, emitidas ao pequeno comércio da cidade, relativas ao mês de abril. Nuno Serra lembrou que as faturas referem-se ao período em que o comércio esteve encerrado devido às medidas de confinamento decretadas pelo Governo e acusa a empresa Be Water de insensibilidade e não concorda com o argumento apresentado pela empresa de que os valores faturados são estimativas. “Não admito a forma como a Be Water tem tratado os clientes de Lordelo... BASTA! Como é possível numa situação como a que vivemos, apresentar faturas aos clientes que nem uma pinga de água gastaram, durante um período em que foram forçados a encerrar os seus pequenos negócios? Famílias em dificuldades a serem obrigadas a pagar serviços que não foram prestados, é desumano e tem de ser alertado! E não aceito o argumento das estimativas, obrigando a pagar já e acertar depois... É agora que as pessoas estão em dificuldades! Existe algo no mundo empresarial que se chama "Responsabilidade Social" que obedece a um principio ético e que não está a ser respeitado, e espero sinceramente que tomem medidas concretas para defender imediatamente os vossos clientes”, referiu o presidente da Junta de Lordelo, na sua página do Facebook.

















Fonte: www.emissor.pt