Dois Agrupamentos de Escolas do concelho de Paços de Ferreira prescindiram de dezenas de computadores que seriam cedidos pelas juntas de Freguesia de Paços de Ferreira, Frazão/Arreigada e Seroa. Alexandre Costa não compreende a decisão e considera que “toda e qualquer ajuda é preciosa nesta fase”.

As Juntas de Freguesia de Paços de Ferreira, Frazão/Arreigada e Seroa já tinham adquirido algumas dezenas de computadores e ligações à internet para disponibilizar aos alunos sem material informático, no sentido de poderem acompanhar o ensino a distância, determinado pelo Governo. No entanto, os Agrupamentos de Escolas que iriam coordenar o processo declinaram a oferta, depois de terem acordado com a autarquia de Paços de Ferreira de que receberiam uma parte da verba dos 200 mil euros, que será distribuída pela totalidade dos agrupamentos do concelho. A autarquia entende que esta medida procura “garantir a equidade, a igualdade e a justiça neste processo e em todo o concelho de Paços de Ferreira”, levando os diretores a acordarem “prescindir da receção de equipamentos informáticos por parte das Juntas de Freguesia”.  A autarquia acrescentou ainda que “não é condição única, nem essencial o acesso/distribuição de equipamentos informáticos aos alunos do concelho”.

Perante este cenário, o presidente da Junta de Freguesia de Paços de Ferreira, Alexandre Costa, foi taxativo: “não entendo o porquê de se rejeitar qualquer que seja a ajuda. Há Juntas de outros municípios que têm vindo a fazer o mesmo e penso que isto não devia acontecer, porque o que estamos a verificar no país e na comunidade escolar é o envolvimento de toda a gente, no sentido de colmatar a falta de computadores. Ninguém estava à espera disto e é um desafio grande para todas as escolas e agrupamentos darem uma resposta capaz”, referiu o autarca, lamentando depois a posição da autarquia e dos agrupamentos. “Não devia acontecer. Se ficasse garantido que haveria uma outra solução para todos os alunos terem acesso às aulas em e-learning, tudo bem, mas, do que temos conhecimento, é que não existe essa resposta neste momento e seria de todo importante aceitar esta disponibilidade das Juntas e até de empresas, ou seja, de todas as entidades que estão disponíveis para ajudar”. Alexandre Costa admite que a medida da Câmara Municipal de financiar os agrupamentos “é uma boa ajuda, mas não responde às necessidades que temos neste momento. Há alunos que têm computadores fruto da situação económica das suas famílias, mas há outros que não têm. Esta assimetria já existe e se há três juntas e empresas que neste momento conseguem ajudar a suprir ou reduzir o número dos que não têm computador, essas ajudas devem ser aproveitadas, porque, se não é assim, não estamos a criar condições, mas a reduzir”, concluiu.


















Fonte: www.emissor.pt