Por norma, quando uma equipa ganha no último minuto, diz-se que o futebol joga-se até o árbitro apitar para o final. Neste caso, o Estoril jogou desde que Hugo Miguel apitou… para o início. Logo aos 19 segundos, Bruno Gomes, servido por Ewandro, fez o primeiro golo do jogo e deixou os adeptos da casa bastante aliviados. É que a luta pela permanência está ao rubro e o Estoril é o lanterna-vermelha.

Entrada com golo da equipa de Ivo Vieira que em nada afetou o P. Ferreira. Os comandados de João Henriques, motivados com o vitória sobre o FC Porto, dominaram, mas sem criar perigo para a baliza de Renan, ao contrário do Estoril que foi sempre bem mais objetivo. No entanto, os últimos minutos da primeira parte foram de aflição para a equipa da Linha. O primeiro aviso foi de Quiñones que, na sequência de um canto, cabeceou à barra. Depois foi Bruno Moreira a não dar o melhor seguimento ao cruzamento de Góis. Por fim, isolado, Xavier viu Renan fazer uma grande defesa.

Eduardo pés de tesoura

O intervalo chegou no momento certo para o Estoril. Ivo Vieira teve oportunidade de reorganizar a equipa, que entrou na segunda parte com novo fôlego e a criar oportunidades. Fase que até poderia ter culminado no 2-0. Eduardo, servido por Bruno Gomes, completamente sozinho e de baliza aberta, rematou… ao lado. Desespero dos da casa, que pior ficaram pouco depois. Nem 1 minuto passara e, na sequência de um canto, surgiu Miguel Vieira ao primeiro poste e, com um toque subtil, empatou o jogo .

Resultado que, naturalmente, agradava mais ao P. Ferreira, que passou a controlar o jogo perante o as tentativas do Estoril para chegar à vitória. Como bons portugueses, deixaram para depois… o triunfo, que lhes daria novo ânimo na luta pela permanência .

Autor: André Ferreira